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Desenvolvimento e turismo preocupam os estudantes

A UPIS foi a primeira universidade a aderir à discussão da relação custo/benefício das propostas de legalização dos jogos de azar com especialistas.

A possibilidade de levar o turismo dos jogos para as regiões menos favorecidas do Nordeste chamou a atenção do estudante Dimas Carvalho, no auditório da União Pioneira da Integração Social (UPIS), em Brasília, durante o debate “Legalizar a jogatina é solução para o país?”, realizado pela instituição em parceria com o movimento Brasil sem Azar, o Ministério Público Federal e a Associação dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Anfip). “O semi-árido sempre foi abandonado”, lembrou Dimas. “A infra-estrutura dos jogos poderá gerar a necessidade de água, eletricidade, hotéis. Empresários poderão ser cobrados e a receita dos jogos pode trazer intercâmbio cultural e gerar empregos, como motorista, técnicos de máquinas, concordam?”, questionou o estudante.

 

É verdade que o semi-árido sempre foi abandonado, mas é por falta de políticas públicas para a região, concordou o economista Ricardo Gazel. Especialista em gestão pública, ele afirmou que não é o jogo, no entanto, que vai fazer esse papel. Citando o exemplo de Las Vegas, ele mostrou que apenas 10% dos visitantes chegam à meca americana da jogatina com o objetivo de jogar. “Dados oficiais do estado de Nevada revelam que 53% dos jogadores vêm do oeste americano. Só a Califórnia, sozinha, contribui com 30%. Do total de visitantes, apenas 16% vêm do estrangeiro.”

 

Ex-pesquisador da Universidade de Nevada, Gazel disse ainda que grande parte dos visitantes vai a Las Vegas para convenções e outros negócios. “Os dados do governo revelam que ao chegar lá para outros eventos, 73% das pessoas aproveitam para visitar os cassinos e gastam mais nos jogos do que em compras e shows.” A experiência americana, segundo o economista, ajuda a avaliar as possibilidades brasileiras. “Quem viria ao Brasil para jogar?”, indagou.

 

“Um americano ou um europeu dificilmente acordaria um dia com vontade de visitar um cassino e pensaria em vir ao Brasil”, afirmou o economista. “Eles têm cassinos mais perto e a probabilidade é que procurem destinos como Las Vegas, Atlantic City, Macau, Monte Carlo, e outros. O Brasil não teria vantagens competitivas.” Gazel também desmistificou informações citadas nos projetos de legalização que apontam desvantagens do turismo brasileiro em relação aos países que liberaram o jogo.

 

“Números do Banco Mundial comprovam que o turismo cresceu 223,8% no Brasil, no período de 1995-2014, enquanto a África do Sul e Portugal, que legalizaram, não chegaram à metade disso, com 112,8% e 98,9%, respectivamente. Crescemos quase o dobro do total mundial, que foi 114,8% no mesmo período”, comparou Gazel. “Todos sabemos que o Brasil tem atrações de sobra para se tornar objeto de desejo dos turistas estrangeiros. Não precisa do jogo para aumentar o número de visitantes.”

 

O que a legalização vai estimular não é o turismo, mas os tipos de crimes que envolvem o mundo do jogo, alertou o procurador da República Peterson de Paula Pereira, que participou do debate. Secretário de Relações Institucionais da Procuradoria-Geral da República e responsável por avaliar os projetos de lei que possam interferir negativamente na vida da população, Peterson lembrou o fracasso que foi, para o país, a legalização dos bingos, durante a vigência da Lei Pelé. A arrecadação não chegou a 1% dos valores anunciados e a ação dos grupos criminosos aumentou.

 

Para a doutora em psicologia pela Universidade de Kansas Suely Guimarães, quanto mais perto o cassino estiver do jogador, maior a possibilidade de desenvolver a ludopatia. Ela analisou os prejuízos do ponto de vista comportamental e da saúde e explicou os passos do transtorno do jogo. O vício foi incluído pela Organização Mundial da Saúde no Código Internacional de Doenças (CID 10).  O debate também contou com a participação do vice-presidente da Anfip, Floriano Martins de Sá Neto, que reconheceu a atual falta de condições, no país, de fiscalizar a jogatina.



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