Nossa missão é

ESCLARECER CADA BRASILEIRO.


Nosso intuito é de

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[Diário de Pernambuco] A díficil missão de se livrar do vício

jogos de azar no diario de pernambucoArtigo publicado no Jornal de Pernambuco, a colunista Larissa Rodrigues descreve o drama de uma mulher contra a compulsividade familiar e que ela mesma também descobriu na jogatina.

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Adriana (nome fictício) foi educada para ser boa mãe, esposa e dona de casa. Ficou 32 anos casada, teve dois filhos. Mas, segundo ela, o tempo ocioso, quando a família não estava presente, foi o indutor da entrada no mundo dos jogos. O ambiente lhe pareceu mágico. “Meu jogo era bingo de máquina. A pessoa que não joga não entende. A máquina seduz, é linda, toca músicas, é colorida. Você esquece os problemas, mas o custo é alto”.

A mulher de 64 anos tirava dinheiro da carteira do marido – antes somente para cumprir as obrigações domésticas – para jogar. Mas passou a pegar mais que o suficiente. “Não precisei assumir, ele viu. Uma vez ganhei na quina e na quadra. Rachei com ele. Nessa época, ainda era uma brincadeira. Aí o casamento foi acabando”.

Separada há 8 anos, Adriana encontrou forças no choque do divórcio para deixar os jogos. Graduou-se em serviço social e frequenta o JA há sete anos. “O jogo me deixou desacreditada, mas acabou sendo um empurrão. Entendi que não podia ficar na ilusão das máquinas”.

Como Adriana, o técnico em contabilidade José (nome fictício), de 69 anos, também se viu ocioso. Ao se aposentar, ficou entediado com a vida. Ele é um dos fundadores do JA do Recife. “Tive vida normal, nunca faltei trabalho por causa de jogo. Até me aposentar em 1998. A gente se prepara para o mercado de trabalho, não para a aposentadoria”.

Os filhos trabalhavam, assim como a esposa. José ficava o dia todo em casa. Um certo dia, ligou para um amigo também aposentado para desejar feliz aniversário e almoçaram juntos. Quando acabaram, José falou que iria para casa. O amigo perguntou: “Fazer o quê? Tomar conta de cachorro?” Em seguida, veio o convite. “Vamos ali, passar o tempo”. “Fui apresentado a uma sala de bingo. Naquela noite, não dormi, sendo perseguido pelas músicas (das máquinas de jogos). É o canto da sereia. Ao ganhar, a música aumentava dez vezes, chamando a atenção de todos do salão”.

No dia seguinte, José estava na porta do bingo. “Começou ali minha derrocada”. Em agosto de 1999, a família de José resolveu voltar ao Recife – estava morando em São Paulo. Ele havia gasto todas as economias nas máquinas – cerca de R$ 20 mil – e tentou suicídio, mas foi salvo pela filha, que o viu tomando remédios e chamou socorro. No Recife, José permaneceu seis meses sem jogar. “Mas continuei de onde parei. Dois dias antes de receber o benefício mensal da aposentadoria, começava a sentir o cheiro do produto usado na sala de bingo para limpar. Passei 12 horas numa casa. Ganhei mais de R$ 20 mil. Joguei tudo”.
Foi aí que José mandou um e-mail para o JA do Rio de Janeiro. Recebeu instruções e criou o JA Recife. “Toda compulsão é de negação, você não aceita que está doente. Meu pai era fumante compulsivo, morreu com câncer. Nunca atentei para o fato de ter compulsividade. Descobri nos jogos”.



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