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Estudantes querem mais discussão sobre a jogatina

Encontro mobilizou cerca de 300 estudantes em Brasília.

A discussão da relação custo/benefício da legalização dos jogos de azar com especialistas na questão mobilizou cerca de 300 estudantes dos cursos de direito, turismo e economia, na noite desta quarta-feira, no auditório da União Pioneira da Integração Social (UPIS), em Brasília. “Com forte controle e fiscalização é possível serem rentáveis para o Brasil os jogos de azar?”, perguntou um dos jovens ao palestrante Ricardo Gazel, no evento “Legalizar a jogatina é solução para o país?”, realizado pelo movimento Brasil sem Azar, em parceria com a UPIS e com o apoio do Ministério Público Federal e da Associação dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip).
Economista e especialista em gestão pública, Gazel já pesquisou a jogatina no estado americano de Nevada, onde fica Las Vegas, e deu o exemplo dos EUA, onde o Congresso exerce forte pressão sobre o controle dessa atividade, para responder que não. “Não haverá rentabilidade, a não ser para os donos do jogo. O jogo, da forma como está regulado nos EUA, tem uma supervisão muito cara. Lá, a fiscalização custa 19 dólares por cidadão, é um cust

o altíssimo”, revelou.
Para o procurador da República Peterson de Paula Pereira, o Brasil não tem sequer as condições mínimas de fiscalizar. “Você tem certeza de que a gasolina que coloca no seu carro não é adulterada?”, exemplificou. “Se o Estado nem isso consegue fiscalizar, como vai garantir que uma atividade que já envolve lavagem de dinheiro e outros crimes estará cumprindo as regras da lei?”, comparou o procurador, que já apresentou parecer ao Congresso questionando os riscos e os prejuízos da legalização.
Também atenta aos prejuízos para a sociedade, a Receita Federal reforça o alerta do Ministério Público Federal. “Como profissionais da fiscalização, sabemos que não há condições de controlar e evitar o aumento da sonegação e da lavagem de dinheiro”, disse o vice-presidente da Anfip, Floriano Martins de Sá Neto. Os prejuízos não se limitam à questão criminal. “Jogo envolve saúde e pode se transformar em transtorno. O que deveria ser apenas uma diversão pode virar uma doença, a ludopatia”, explicou a psicóloga e pesquisadora Suely Sales Guimarães.
É uma patologia grave, que atinge o centro de recompensa do cérebro e se assemelha aos transtornos provocados por drogas como a cocaína e o álcool, e por isso foi incluída no Código de Doenças Internacionais, o CID 10, pela Organização Mundial de Saúde, esclareceu a especialista, que citou os critérios internacionais para diagnosticar o transtorno. Nove sintomas são observados e bastam quatro para identificar o transtorno. “São sinais como a necessidade de apostar quantias crescentes; a irritabilidade, se jogar menos, ou se mente para esconder o grau de envolvimento com o jogo.”
Os estudantes querem mais discussões. “Haverá outras audiências para debater a respeito, dando mais chances de sustentar os malefícios da legalização?”, perguntou a aluna de direito Ana Matias. “Como poderia ser feito?” Para a professora e advogada Anna Chrystina Porto, responsável pelo Departamento do Curso de Direito da UPIS, parceiro do evento, os jovens têm uma grande colaboração a dar. “Nossos alunos são muito atentos às questões nacionais, se preocupam com o bem-estar da sociedade. É importante que participem de decisões como a da legalização dos jogos, porque isso vai interferir na vida de muita gente”, afirmou.
Os debates, de acordo com o coordenador do movimento Brasil sem Azar, Roberto Lasserre, vão se estender a outras instituições de Brasília e de outros estados. “O próximo deverá ser realizado no Centro Universitário IESB. O importante é que essa discussão envolva a população. Como bem resumiu o procurador Peterson Pereira, é fundamental que a decisão do Congresso seja um reflexo do que a sociedade deseja.”



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