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[O POVO] Maioria é contra legalizar jogo do bicho, bingos e cassinos

O Datafolha ouviu 864 pessoas nos dias 6 e 7 de outubro. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. (Foto: Reprodução)

O Datafolha ouviu 864 pessoas nos dias 6 e 7 de outubro. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. (Foto: Reprodução)

Por um motivo simples, Maria Zuleide de Sousa, 43, é contra a legalização de jogos de azar no Brasil: “Ora, dá azar! E eu sou supersticiosa”. Como ela, 54% da população de Fortaleza é desfavorável à liberação de bingos, jogo do bicho, cassinos e outros, segundo pesquisa O POVO/Datafolha. São favoráveis 37%; 9% não têm opinião a respeito.

Legalizar esse tipo de jogo é uma das propostas do governo Michel Temer (PMDB) para reaquecer a economia. Reunião da Comissão de Desenvolvimento Nacional do Senado analisaria o projeto de lei 186/2014 na última quarta-feira, 19, mas foi cancelada.

Posicionamentos contra ou a favor dos jogos apresentam, contudo, mais argumentos do que superstição ou gosto pessoal. O POVO foi à praça José de Alencar, no Centro de Fortaleza, ouvir a opinião dos cidadãos. Os contrários abominam a prática por considerar que, nesse universo hoje clandestino, há corrupção e manipulação. Já os favoráveis argumentam a existência dos que gostam de jogar ou dependem da atividade para garantir o sustento.

Entre um extremo e outro, há os que defendem a liberação desde que possibilite fiscalização efetiva. João do Carmo, 50, admite que aposta no bicho e joga bingo, mas não excessivamente. “Pra mim não faz diferença. O governo deveria legalizar pra arrecadar imposto em cima disso. Existe na clandestinidade e não é arrecadado nada”, alegou. “É melhor liberar e fiscalizar do que ser clandestino e não haver fiscalização”, pontuou Janaína Neri, 25.

Chefe da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários (Delefaz) da Polícia Federal, Madson Vieira salienta que a liberação dos jogos de azar necessitaria de organização do controle estatal. “Se vai tributar, como vai ser a movimentação financeira dessas empresas?”, indagou. “Não é simplesmente liberar o jogo que vai fazer com que a economia melhore e os crimes deixem de ocorrer”, reforçou.

Jogos de azar são contravenção penal desde 1946. Conforme a Constituição, quem é encontrado participando do jogo, seja como ponteiro ou apostador, incorre na pena de multa de R$ 2 mil a R$ 200 mil. A Polícia Federal coíbe a exploração de máquinas de caça-níquel e videopôquer. Mas, o controle é difícil.

“As máquinas vêm como placas, escondidas de todo jeito. É o tráfico ‘formiguinha”, explicou Madson Vieira. Segundo ele, além de estimular o vício, jogos trazem problemas, como sonegação e lavagem de dinheiro.

Perfis

A rejeição ao jogo é maior entre mulheres (57%), no segmento com menos escolaridade (58%) e com renda até dois salários mínimos (57%). Já a aprovação tem mais apoio entre homens (42%), os jovens (47% entre quem tem de 16 a 24 anos), entre quem tem nível superior (43%) e na faixa de renda acima de cinco salários mínimos (45%).

O Datafolha ouviu 864 pessoas nos dias 6 e 7 de outubro. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.



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Comente:
  • Welton Oliveira

    Em nenhum momento, o governo pensa no principal prejudicado ou beneficiado, o apostador. Prefiro que continue como está, a menos que a legalização não prejudique as condições dos apostadores, o que provavelmente não acontecerá. O governo só pensa nele, e quer abocanhar uma parte nesse dinheiro nas apostas, as casas estrangeiras acredito eu que não aceitarão pagar imposto para trabalhar aqui e deixarão de aceitar brs, sem concorrência estrangeiras, como acontece no mercado quando não há concorrência, fazem dos preços o que quiserem, refiro as cotações que para o apostador profissional é ponto crucial para sua sobrevivência no mercado. Então se for pra atrapalhar então deixa como está.

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