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VEJA O QUE ESPECIALISTAS FALAM SOBRE JOGOS DE AZAR

Hermano Tavares é psiquiatra e estuda o comportamento de viciados em jogos de azar. (Foto: Reprodução)

Hermano Tavares é psiquiatra e estuda o comportamento de viciados em jogos de azar. (Foto: Reprodução)

O problema do jogo compulsivo, que atinge milhares de pessoas ao redor do mundo, é assunto estudado por diversos especialistas. Acima de qualquer julgamento moral, o viciado na jogatina é considerado um doente com problemas comportamentais. Em muitos casos, chegam a ser comparado à usuários de álcool e outras drogas.

Com a abrangência dos problemas causados pelo vício, desde perda de grandes quantias em dinheiro até o fato de causar sérias doenças no corpo, especialistas na área cravam o problema como um difícil transtorno psiquiátrico que necessita de tratamento.

Vale ressaltar também que, além de inúmeros prejuízos ao bem-estar social, a prática de jogos de azar pode ser associada a diversos crimes. Dentre eles, podemos citar a lavagem de dinheiro, corrupção e sonegação de impostos.

Veja o posicionamento de especialistas sobre os jogos de azar:

Hermano Tavares – Psiquiatra e professor do departamento de psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP)

O psiquiatra relata a triste realidade de viciados em jogos. Segundo Hermano, grande maioria de jogadores que buscam tratamento pensam no suicídio como método de solucionar os problemas:  “Sob o ponto de vista da amostra clínica que temos, 80% dos pacientes chegam relatando algum tipo de ideação suicida. Não é raro ouvir – “Acho que se eu morresse agora, seria melhor para todo o mundo”. Pior ainda será se houver um seguro de vida envolvido, porque o jogador compulsivo começa a pensar em formas de morrer que não pareçam suicídio. Isso para a família receber o prêmio e quitar as dívidas. O fato pode representar para ele uma saída honrosa. Desses 80%, 15% já tentaram suicídio, mas sobreviveram e foram tomados por um sentimento enorme de ineficácia”.

Mirella Mariani – Assistente de coordenação do Programa Ambulatorial do Jogo Patológico (PRO-AMJO) do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Segunda Mirella, a compulsão pela jogatina é comparado a vícios como alcoolismo, tabagismo e outras drogas: “Estimula as mesmas áreas cerebrais e o comportamento é bem semelhante, de ter um consumo compulsivo impulsivo.  Na verdade, a única coisa que tem de diferente é que não há o consumo de uma substância. Porém, tem um comportamento que se repete várias vezes na prática de uma atividade”.

Elizabeth Carneiro – Psicóloga e supervisora do Programa de Transtorno do Impulso do Serviço de Psiquiatria da Santa Casa do Rio.

A especialista comenta sobre os prazeres trazidos pelo jogo e as causas do endividamento: “Tudo no jogo leva ao prazer, à socialização e à atenção que eles não têm na vida. Quando ganham, sentem-se privilegiados, sortudos. E aí, vão jogar até o último centavo e se endividar para manter o vício”.

Mauro Salvo – Economista e especialista em lavagem de dinheiro

O economista fala sobre a dificuldades de controlar o crime caso a legalização dos jogos de azar entre em vigor: “Em cassinos, é possível que uma pessoa compre fichas com dinheiro de origem ilícita, como narcotráfico e corrupção. Daí, aposte uma parte apenas e depois devolva as fichas, pegando parte do dinheiro de volta. Nesses casos, ela poderá dizer que a origem do dinheiro é lícita, fruto de pagamentos de prêmios em cassinos. Como a maioria das apostas é feita em dinheiro em espécie, é difícil controlar”.



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